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Ubatuba amplia monitoramento climático e avança na prevenção de desastres naturais

 25/02/2026 12h06sp_55_proximo_a_lagoinha_52698194177.jpg

A Prefeitura de Ubatuba apresentou esclarecimentos sobre as ações adotadas para fortalecer o monitoramento meteorológico e ampliar a capacidade de prevenção e resposta a desastres naturais no município. As informações foram detalhadas após entrevista coletiva realizada no Paço Municipal, na última terça-feira (24), com a participação de representantes da Defesa Civil e de secretarias envolvidas no plano de contingência.

Desde o início de 2026, o município passou a operar uma plataforma especializada em monitoramento hidrológico, contratada junto à empresa Geopixel. O sistema já está em funcionamento e fornece dados contínuos ao grupo de contingência municipal, permitindo o acompanhamento em tempo real das condições climáticas e subsidiando decisões preventivas e ações de resposta.

A ferramenta possibilita o monitoramento de variáveis como volume de chuvas, temperatura, ventos e formação de tempestades, além da análise integrada de imagens de satélite, informações de radares meteorológicos, pluviômetros e previsões atualizadas. Os dados são compartilhados com diferentes secretarias municipais, ampliando a capacidade de planejamento de áreas diretamente impactadas pelas condições do tempo, como turismo, esportes náuticos e organização de eventos.

O sistema será incorporado ao Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) municipal, que está em fase final de estruturação e deverá entrar em funcionamento pleno em aproximadamente 40 dias. A central contará com monitoramento permanente, funcionamento 24 horas por dia e recursos tecnológicos como video wall, permitindo o acompanhamento simultâneo de dados meteorológicos e hidrológicos e o acionamento rápido das equipes conforme o Plano de Contingência do município.

Segundo o coordenador da Defesa Civil, Alexandre Napoli, a nova tecnologia amplia significativamente a capacidade de antecipação de riscos e a organização das respostas. As informações também são encaminhadas a grupos técnicos e operacionais, contribuindo para decisões mais seguras em situações de instabilidade climática.

O contrato firmado com a empresa responsável pelo sistema tem duração inicial de 12 meses e inclui suporte técnico, treinamento das equipes e possibilidade de desenvolvimento da plataforma conforme as demandas da Defesa Civil. O pagamento foi realizado com recursos da Fonte 1, vinculados à Secretaria de Segurança, sem utilização de verbas da Taxa de Preservação Ambiental (TPA). O Fundo Municipal de Defesa Civil, previsto em decreto, já foi encaminhado à Câmara Municipal, passou por leitura em sessão e aguarda votação para sua regulamentação.

A empresa responsável estará no município na próxima quinta-feira (26) para avaliação técnica do imóvel que abrigará a sala de crise e a sala de monitoramento, incluindo análise da localização, estrutura física e definição do layout do espaço.

Em relação à implantação de um radar meteorológico, o município formalizou pedido de cessão de área pública na região da Ponta Grossa para instalação do equipamento, que será operado pela Defesa Civil do Estado de São Paulo. O processo administrativo segue os trâmites legais e, após a deliberação sobre o uso do espaço público, a área será oficialmente destinada à instalação.

O radar atenderá todo o Litoral Norte paulista e seguirá o modelo já implantado em Ilhabela e em outras regiões do estado. Diferentemente das estações convencionais, que registram apenas o volume de chuva já ocorrido, o equipamento utiliza tecnologia Doppler, capaz de monitorar em tempo real a formação, intensidade e deslocamento das precipitações, ampliando a capacidade de emissão de alertas antecipados. A implantação não utilizará recursos da Prefeitura nem da TPA, sendo integralmente custeada pelo Governo do Estado de São Paulo.

As informações meteorológicas municipais e estaduais serão consolidadas e compartilhadas com as secretarias, permitindo acionamentos integrados conforme o Plano de Contingência. Em relação às sirenes de alerta, o município estuda a instalação de equipamentos em 17 pontos classificados como áreas de risco R3 e R4, já mapeados. O projeto ainda está em fase de estudo e depende de definição orçamentária, podendo contar com recursos da Secretaria de Segurança, da Secretaria do Meio Ambiente ou da TPA, considerando o uso integrado do sistema.

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