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São Sebastião completa três anos de tragédia climática e conclui pacote de obras preventivas

 19/02/2026 17h5421fev23-varios-deslizamentos-mortais-sao-vistos-depois-de-graves-na-barra-do-sahy-em-sao-sebastiao-1677060790542_v2_900x506.jpg

São Sebastião relembra, nesta quinta-feira (19), os três anos do desastre climático ocorrido em fevereiro de 2023, considerado o mais grave da história do município. As chuvas intensas registradas entre os dias 18 e 19 daquele ano provocaram deslizamentos de terra e alagamentos, resultando na morte de 64 pessoas, a maioria na Vila Sahy, além de centenas de desabrigados, desalojados e danos expressivos à infraestrutura urbana.

Desde então, a Prefeitura de São Sebastião iniciou um conjunto de ações voltadas à reconstrução das áreas afetadas e à prevenção de novos eventos extremos. Como parte desse processo, o município finaliza um pacote de 12 obras estruturais de drenagem e contenção em pontos considerados críticos, com investimento superior a R$ 200 milhões.

Nas regiões da Vila Paraíso, Vila Progresso e Vila Pantanal, foram executadas intervenções para estabilização de encostas, combinando técnicas de solo grampeado na parte superior dos taludes e muros de placas de concreto com tirantes na base, onde há maior pressão do terreno. As obras incluem ainda canaletas e escadas hidráulicas, destinadas a controlar o escoamento das águas pluviais e reduzir riscos de erosão.

Na Vila Sahy, área mais atingida pelo desastre de 2023, foi implantado um sistema de proteção considerado de alta complexidade. As ações incluem barreiras flexíveis e estruturas específicas para contenção de fluxo de detritos, além de muros de gabião e recomposição vegetal. O sistema de drenagem também foi ampliado, com túneis executados sob a rodovia SP-55, canalizações em colchão reno e aduelas de concreto para direcionamento adequado das águas ao Rio Sahy.

Em Juquehy, na Vila Pernambuco, as intervenções se concentraram na proteção do curso do rio, com revestimento em gabião e colchão reno no leito, técnica utilizada para evitar erosão e assoreamento. Já na Vila Queiroz Galvão, conhecida como Esquimó, foram implantados muros de gabião, solo grampeado e drenos horizontais profundos, que reduzem a pressão interna do solo e aumentam a estabilidade da encosta.

No bairro de Boiçucanga, as obras nas ruas Arthur Leal de Almeida e Guilherme dos Santos envolveram retaludamento e aplicação de solo grampeado. Na Estrada Beira Rio, os trabalhos seguem em fase avançada, com contenções para ampliação da via, estabilização do pavimento e nova pavimentação, contribuindo também para a segurança do tráfego.

No bairro Itatinga, as equipes realizaram a remoção de entulhos de imóveis afetados, seguida do retaludamento da encosta e reorganização dos sistemas de drenagem, com o objetivo de evitar novos acúmulos de água e detritos em períodos de chuva intensa.

Três anos após a tragédia, o município conclui um ciclo de intervenções estruturais voltadas à redução de riscos e à proteção das áreas vulneráveis. As obras integram a estratégia de prevenção a desastres naturais e ampliam a capacidade de resposta da cidade diante de eventos climáticos extremos.

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