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Caraguatatuba intensifica ações contra dengue, zika e chikungunya após índice larvário apontar situação de risco

 09/03/2026 12h5455132751776_b5b6f771dc_c.jpg

Caraguatatuba intensificou as ações de combate à dengue, zika e chikungunya nos primeiros meses de 2026. As equipes da Secretaria de Saúde têm realizado visitas casa a casa, nebulizações em pontos críticos e orientações aos moradores em diferentes bairros do município.

A mobilização ocorre em um período considerado estratégico, marcado pelo aumento das chuvas e pela realização da primeira Avaliação de Densidade Larvária (ADL) do ano. O levantamento registrou índice de 6,1, colocando o município em situação de risco para transmissão da dengue, conforme parâmetros do Ministério da Saúde.

O indicador mede a presença de larvas do mosquito transmissor da dengue nos imóveis visitados pelos agentes de zoonoses. De acordo com a classificação utilizada, índices entre 0 e 1 são considerados satisfatórios; de 1 a 3,9 indicam estado de alerta; e acima de 3,9 caracterizam situação de risco.

Na prática, o resultado significa que, a cada 100 residências vistoriadas, seis apresentam criadouros com larvas do mosquito. Considerando que Caraguatatuba possui cerca de 80 mil imóveis, a estimativa é que entre quatro mil e cinco mil residências possam apresentar possíveis focos do inseto.

Para reverter esse cenário, os agentes de zoonoses percorrem a cidade de norte a sul. As equipes já passaram por bairros como Massaguaçu, Jetuba, Benfica, Morro do Algodão e pela região Sul do município. O trabalho segue conforme cronograma estabelecido, com ações contínuas de prevenção e controle.

O cuidado começa dentro de casa

A avaliação apontou que a maior parte dos focos identificados está dentro das próprias residências. Segundo o Centro de Controle de Zoonoses e a Vigilância Epidemiológica, a fêmea do mosquito prefere depositar os ovos em recipientes artificiais com água limpa e parada, geralmente encontrados em ambientes domésticos.

Entre os principais locais identificados estão pratinhos de plantas, caixas d’água destampadas, calhas entupidas, baldes e recipientes abandonados.

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, poças d’água em terrenos ou áreas de mata não costumam ser os principais criadouros. Ambientes com água suja, esgoto ou grande quantidade de matéria orgânica também não são ideais para a reprodução do mosquito.

Isso ocorre porque, após nascer, a fêmea procura rapidamente uma pessoa para se alimentar de sangue, o que explica sua presença predominante em áreas habitadas.

A principal medida de prevenção é eliminar semanalmente qualquer recipiente que possa acumular água parada. Também é fundamental que os moradores colaborem permitindo a entrada dos agentes de zoonoses nas residências para vistoria e orientação.

Durante as visitas, os profissionais identificam possíveis criadouros e auxiliam na eliminação dos focos. Em alguns casos, também pode ser aplicado larvicida para impedir o desenvolvimento do mosquito.

Os agentes atuam uniformizados, com crachá de identificação e sob supervisão das equipes responsáveis pelas áreas atendidas. A Secretaria de Saúde reforça o pedido para que a população colabore com as ações e permita a vistoria nos imóveis.

Casos registrados no município

De acordo com a última atualização do boletim epidemiológico, considerando os meses de janeiro e fevereiro, Caraguatatuba registra 63 casos positivos de dengue e 90 de chikungunya. Até o momento, não há confirmação de casos de zika no município.

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